terça-feira, 31 de agosto de 2010

Que assim seja..

Hoje eu quis escrever tantas coisas para você, mas justamente por não fazer mais questão de você saber, eu não consegui. Hoje eu consegui encarar com naturalidade a sua presença nesse mundo, a sua ausência no meu, e a sua insignificância de fato. E eu juro, isso não doeu. Hoje eu consegui até rir ao enxergar nas suas fotos aquilo que era impossível a um olhar apaixonado: você como é de fato, você longe de toda a minha idealização. Ver você feliz com seus amigos, ver você feliz sem mim, ver você feliz com outra, começaram a ter o mesmo poder sobre mim que um miojo sabor carne: cansaço. Cansei de comer miojo, assim como cansei de tentar arrumar um espaçozinho na sua vida para mim, assim como cansei de dedicar a melhor parte do meu ser para alguém que nunca soube diferenciar um olhar sincero e mil mentiras ditas. Tentei tanto ser mais mulher, mais bonita, mais interessante para você voltar comigo, que no dia em que eu não desejei mais seu regresso, eu finalmente constatei que eu era mulher, bonita e interessante demais para você. Não pense que é dor de cutuvelo, é lógica, é magnetismo: um imã de geladeira não consegue puxar para si uma escada de ferro. Se me perguntassem a uma semana atrás o que eu mais queria, eu responderia: que ele volte. Hoje, eu digo para você, hoje eu digo para o mundo: eu quero ser feliz. Só. Simples. No final das contas, volto a ser, volto a contar com quem na verdade sempre contei: comigo mesma. O meu mundo volta a ser o mesmo, com ou sem você. Mais triste do que o nosso fim, mais triste do que o fim do meu quase amor, seria eu nunca mais conseguir te tratar como você merece, como você naquele dia me tratou: como porra nenhuma

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